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A Melhor Escola de Portugal

10.04.14, cascalenses



por João Aníbal Henriques

Muitos daqueles que teimam em não aceitar a escolha da escola como um direito essencial dos pais, utilizam argumentos que mostram bem a forma como os preconceitos acabam por desvirtuar a discussão e, dessa forma, por condicionar o julgamento e o discernimento de todos aqueles que desejam uma escola melhor em Portugal.

Um dos argumentos mais utilizados para criticar a intervenção que fizemos em Angra do Heroísmo, nos Açores, no passado mês de Março, dizia que a solução passa por reforçar a dotação das escolas do estado e diminuir a sua autonomia. Diz quem pretende defender aquilo a que chamam a “escola pública”, que dessa forma se assegura a qualidade da escola controlando simultaneamente os custos e os gastos da mesma!

Esquecem-se, de forma inquietante, que a liberdade de escolha da escola pressupõe que são os alunos, com base na qualidade da oferta das escolas e na maior ou menor adequação da sua orientação perante as suas expectativas e planos de vida, quem escolhe a escola que querem frequentar…

Ou seja, esquecem-se que é o aluno o fulcro daquilo que defendemos. Esquecem que o que importa é o aluno e não a escola. Esquecem-se que o que está em causa é a qualidade da oferta educativa proporcionada aos alunos e as implicações que ela tem na sua futura qualidade de vida e não o saber se a escola é pública, privada ou mista!

Será que não perceberam que a liberdade de educação não pressupõe aumento da despesa com educação? Será que não perceberam que, com liberdade de escolha, assente no reforço da autonomia e da responsabilidade das escolas, são elas quem define a sua equipa, quem determina o seu plano de trabalho e quem passa a usufruir de uma dotação orçamental associada ao número de alunos que nelas se inscreveram?

Sem utopias, todos sabemos que a escolha será sempre a da melhor escola. Da que for a mesmo a melhor, independentemente de que for o seu proprietário. Mas não é isso que todos queremos? A melhor escola para os nossos filhos?

Ruínas de Cascais

07.04.14, cascalenses

 

 

 

Quando a antiga Quinta dos Ingleses, em Carcavelos, está prestes a transformar-se numa enorme Reboleira, depois de aprovado o projecto urbanístico megalómano que tanto desagrado provocou na população, importante prestar atenção ao que está a acontecer à entrada na Vila de Cascais.

 

Depois de alguns anos de acalmia na especulação imobiliária, eis que os vários imóveis de grande interesse histórico e arquitectónico que se situam no início da Avenida de Sintra, mostram sinais claros de um acelerado processo de ruína.

 

As portas e janelas entaipadas, que impediam o uso dos edifícios para actividades marginais e os protegiam de investidas que promovessem a sua ruína, desapareceram ao longo dos últimos meses. Na maior parte deles são visíveis os sinais de vandalismo e, nos casos mais graves, de preocupante e acelerada degradação dos vãos e das coberturas, dando a ideia de que o colapso está eminente.

 

Para além da péssima imagem que esta situação configura, num Concelho que assume o turismo como a sua vocação e no qual as festas e o foguetório se multiplicam a um ritmo inexplicável, a insegurança latente em volta destes espaços é verdadeiramente in tolerável. Isto, como é evidente, para já não falar no atentado que configuram ao património histórico, às memórias de Cascais e à identidade Municipal…

 

Serão estes os sinais dos novos tempos?