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O Forte do Pessegueiro em Porto Côvo

por cascalenses, em 12.08.15

 

 
 
por João Aníbal Henriques
 
O Forte do Pessegueiro, situado junto à praia homónima no Lugar de Porto Côvo, Concelho de Sines, resultou da adaptação de uma antiga fortificação marítima construída pelo Arquitecto Italiano Filipe Terzio em 1588 a mando do então Governo Espanhol.
 
Cruzando fogo com a Ilha do Pessegueiro, faixa de terra de sabor romântico situado em frente ao lugar de Porto Côvo e onde existiam duas batarias de defesa de costa, o forte também é designado por Forte de Nossa Senhora do Queimado, por Forte da Ilha de Dentro ou por Forte de Santo António do Pessegueiro. Desta maneira, um pouco ao sabor dos rocambolescos episódios que deram forma à história de Portugal naquele final do Século XVI, a fortificação servia de garante contra desembarques indesejados nas enseadas amenas que existem no local e impedia o aproveitamento dos extensos areais por eventuais tropas invasoras que pretendessem retomar a defesa de Portugal.
 
Em 1590, já com nova plataforma construída a partir de desenhos de Alexandre Massai, o forte foi adaptado com a colocação de quatro peças de artilharia que reforçavam o seu poder de fogo e a sua capacidade de actuação em possíveis cenários de invasão.
 
De resto, depois da restauração da independência, em 1640, o forte esteve sujeito a um período de abandono do qual só recuperou já em 1690 quando o engenheiro militar João Rodrigues Mouro projectou uma nova construção de raiz no mesmo local mas que fez desaparecer por completo os vestígios das construções anteriores.
 
Peça essencial na defesa costeira de Portugal, o forte integra ainda uma pequena ermida dedicada a Nossa Senhora da Queimada, tendo desempenhado papel de extraordinário relevo ao contribuir para o reforço da independência nacional ao longo das muitas tentativas de recuperação do poder por parte dos invasores espanhóis.
 
São de realçar, para além dos baluartes triangulares que lhe emprestam o ar austero que ainda ostenta, o enorme fosso que o envolvia, obrigando à construção de uma ponte que transforma a frontaria e a porta de entrada numa espécie de castelo medieval. Vale a pena a visita pela extraordinária integração na paisagem e pelo impacto visual conferido pela maravilhosa Ilha do Pessegueiro.
 

 

 

 

 

 

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