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As Armas de Cascais

por cascalenses, em 04.10.16

Cascais.png

 

Representando a História e os principais valores associados à actividade piscatória no Concelho, o Brasão de Cascais foi aprovado pela Comissão Administrativa de Cascais em Abril de 1934.

 

A constituição heráldica das armas do Concelho, assente na Portaria nº 7839 desse mesmo ano, define com muita clareza os contornos do símbolo oficial de Cascais: "De prata com um castelo de vermelho, aberto e iluminado de prata, sobre uns rochedos de negro, saindo de um ondado de prata e de verde. O ondado coberto de uma rede de ouro. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres Câmara Municipal de Cascais a negro. Bandeira vermelha. Cordões e borlas de prata e de vermelho. Lança e haste de ouro. Selo circular tendo ao centro as figuras das armas sem indicação dos esmaltes, tudo dentro de círculos concêntricos, com os dizeres Câmara Municipal de Cascais”.

 

A descrição oficial da simbologia municipal, explicada no próprio website oficial da Autarquia (www.cm-cascais.pt), diz que “o castelo representa a praça-forte, que impusera Cascais enquanto sentinela avançada de defesa da entrada do Tejo e, consequentemente, de Lisboa. Já o esmalte vermelho do castelo é a cor que, heraldicamente, significa vitória, ardis e guerras, e representa ainda a vida, a alegria, o sangue e a força. Por sua vez, a prata do campo das armas demonstra humildade e riqueza, qualidades dos naturais da região. O negro dos rochedos representa a terra e significa firmeza e honestidade, qualidades que também sempre distinguiram os naturais de Cascais. Note-se que o ondado de prata e o verde são as cores indicadas para simbolizar o mar, tanto mais que heraldicamente o verde corresponde à água e significa esperança e fé. Finalmente, a rede representa a vida activa dos cascalenses e o seu sustento, tendo a cor escolhida sido o ouro, que significa fortuna, poder e liberalidade. Refira-se, ainda, que o vermelho da bandeira teve por base a cor do castelo, o elemento principal das armas. A prata da coroa mural obedece à norma estabelecida para simbolizar as vilas”.

 

Apesar da importância destes símbolos na definição da Identidade Municipal de Cascais, com implicações práticas no devir quotidiano dos Cascalenses, têm sido vários os executivos municipais que optaram por recriar símbolos não oficiais que, utilizando estratégias de marketing que respondem a interesses propagandísticos distintos, acabam por desvirtuar e desformatar a imagem municipal.

 

O primeiro a proceder desta forma foi o Presidente José Luís Judas. Com o objectivo de demarcar a sua gestão do período precedente, optou por alterar o logotipo de Cascais. Embora mantendo o brasão oficial de forma integrada no novo desenho, acrescentou um facho de fogo cujo significado ainda hoje Cascais tem dificuldade em interpretar. Depois, com a chegada do Presidente António Capucho, tudo mudou novamente. Provavelmente com o mesmo objectivo de diferenciação relativamente ao período precedente, lá caiu definitivamente a heráldica oficial do município que foi substituída por um quadrado encarnado no qual surgia a letra C. E quando ele saiu, mantendo-se no entanto à frente dos destinos do Concelho a mesma coligação de partidos por ele criada, o logotipo foi alterado novamente, possivelmente respondendo à mesma necessidade de afirmação propagandística que enformara as alterações anteriores. Desta vez desaparece o quadrado e o nome Cascais surge em negativo sobre um rectângulo cinzento, com as letras esburacadas por pequenos círculos aleatoriamente colocados.

 

Dir-se-á que é somente uma questão de gosto e que as alterações sucessivas representam unicamente a passagem do tempo. Mas não é. Cada uma destas operações tem significativos custos associados que, sendo pagos pelos Cascalenses, não trazem nenhum benefício ao Concelho. Por outro lado, ao alterarem os símbolos que nos representam, deturpam a Identidade de Cascais, conduzindo a uma anomia generalizada que impede a representação efectiva dos Cascalenses.

 

O Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, aludindo à importância dos símbolos para a Identidade de Portugal, refere que “A diluição espiritual e cultural de um povo significará inevitavelmente a perca da sua identidade e a sua fusão num hoje sem futuro”.

 

Ninguém quer que isto aconteça na Nossa Terra!...

 

propaganda de cascais.jpg

 

 

 

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publicado às 12:25

Os Símbolos de judas em Cascais

por cascalenses, em 13.10.14
 


por João Aníbal Henriques


Há precisamente 20 anos, cerca de um ano depois das eleições autárquicas que mudaram radicalmente a condução política de Cascais, o novo executivo municipal, liderado pelo sindicalista José Luís Judas, tomou uma das mais polémicas decisões do seu mandato: alterar o logotipo da Câmara Municipal de Cascais.
Contra a vontade e perante o espanto dos Cascalenses, virando costas à heráldica municipal que havia sido definida oficialmente através de uma portaria aprovada em 1934 e que ainda está em vigor (ver descrição abaixo), e alocando a esta mudança de imagem recursos financeiros que foram pagos pelo erário público e diminuídos aos investimentos que eram efectivamente necessários a Cascais, a CMC passou a ser representada por um logotipo que conjugava o brasão oficial do município com aquilo que os especialistas em marketing chamam um “lettering” moderno e a transformação do “I” num archote que deixava um rasto verde no ar…
A mudança, que o executivo camarário de então adjectivava como “tranquila”, deixava subentendida a fragilidade de quem precisava de ganhar visibilidade pública, reconhecimento eleitoral e dava corpo a uma campanha de propaganda pessoal dos dirigentes de então.
Polémica, a utilização de uma nova imagem municipal em Cascais, causou perplexidade junto dos Cascalenses, que perceberam paulatinamente que os custos associados a este tipo de operações de marketing, contrariava a alegada “falta de verbas” para obras essenciais para o bem-estar dos munícipes e para o reforço da qualidade de vida no Concelho.
Mas, contrariamente ao que seria de esperar, o marketing agressivo e pueril que grassou em Cascais há duas décadas não só não diminuiu como viu reforçado o seu papel propagandístico e panfletário. Quem não se lembra dos fogos-de-artifício nas noites de Sábado? Da banca sonora dos Vangelis que enchia os comícios do PS e todas as muitas festas e festanças que semanalmente “animavam” Cascais? Dos “Boletins Municipais” a imitar a imprensa local e a fingirem que eram órgãos de comunicação social verdadeiros?...
Cerca de 20 anos depois, assim que o Presidente António Capucho renunciou ao seu mandato, a Câmara Municipal apressou-se a alterar rapidamente a sua imagem institucional. Agora, pouco tempo depois dessa mudança, eis que o novo executivo decidiu mudar novamente.
Qualquer coincidência entre a actual mudança da imagem institucional de Cascais e a que se passou na Nossa Terra há 20 anos não é mera coincidência…

A Heráldica Oficial e Legal do Município de Cascais
 
 
Em sessão de 20 de abril de 1934, a Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Cascais, presidida pelo Tenente António Rodrigues Cardoso, aprovou a "constituição heráldica das armas" do concelho, que se definiu na Portaria n.° 7839, de 15 de Junho de 1934, da seguinte forma:
"De prata com um castelo de vermelho, aberto e iluminado de prata, sobre uns rochedos de negro, saindo de um ondado de prata e de verde. O ondado coberto de uma rede de ouro. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres Câmara Municipal de Cascais a negro." Bandeira vermelha. Cordões e borlas de prata e de vermelho. Lança e haste de ouro. Selo circular tendo ao centro as figuras das armas sem indicação dos esmaltes, tudo dentro de círculos concêntricos, com os dizeres “Câmara Municipal de Cascais”».
 
O castelo representa a praça-forte, que impusera Cascais enquanto sentinela avançada de defesa da entrada do Tejo e, consequentemente, de Lisboa. Já o esmalte vermelho do castelo é a cor que, heraldicamente, significa vitória, ardis e guerras, e representa ainda a vida, a alegria, o sangue e a força. Por sua vez, a prata do campo das armas demonstra humildade e riqueza, qualidades dos naturais da região. O negro dos rochedos representa a terra e significa firmeza e honestidade, qualidades que também sempre distinguiram os naturais de Cascais. Note-se que o ondado de prata e o verde são as cores indicadas para simbolizar o mar, tanto mais que heraldicamente o verde corresponde à água e significa esperança e fé. Finalmente, a rede representa a vida activa dos cascalenses e o seu sustento, tendo a cor escolhida sido o ouro, que significa fortuna, poder e liberalidade. Refira-se, ainda, que o vermelho da bandeira teve por base a cor do castelo, o elemento principal das armas. A prata da coroa mural obedece à norma estabelecida para simbolizar as vilas.
In www.cm-cascais.pt

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