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1 de Dezembro de 1640 - O Valor da Independência Nacional

por cascalenses, em 02.12.13

 


Em 1910, logo depois da implantação da república, o governo republicano instituiu o dia 1 de Dezembro como feriado Nacional. Pretendia-se sublinhar a importância da Restauração da Independência, acontecida em 1640, como forma de consolidar a Identidade Nacional perante as tentativas de recriação de uma nova identidade de génese federalizante provinda da Europa ou de Espanha. 

O feriado, marcado por diversas solenidades que relembravam os 40 conjurados que chefiaram a revolução que marcou o fim do domínio filipino em Portugal e a chegada da Dinastia de Bragança ao trono Português, foi comemorado ininterruptamente durante 102 anos, servindo também de referência pedagógica e educativa que permitia reforçar o conhecimento sobre a sempre frágil independência Nacional e sobre a capacidade que os Portugueses têm – quando querem – para enfrentar os desafios, fazer face às adversidades e reconfigurar o seu futuro em torno de um desígnio comum. 

Em 2011, sub a batuta de José Sócrates, Portugal é novamente intervencionado pela designada TROIKA e, com consequência disso, cede a sua soberania ao FMI, ao BCE e a Comissão Europeia. Depois de se ter demitido das suas responsabilidades enquanto Primeiro-Ministro, o anterior Chefe de Estado é substituído por um governo liderado por Pedro Passos Coelho que de imediato resolve revogar a medida tomada em 1910 e anular o feriado Nacional do dia 1 de Dezembro. 

Alegou, para sustentar esta medida, que esta anulação teria um forte impacto na economia… e defendeu que esse pretenso impacto seria preferível ao significado simbólico, popular e patriótico que desde há mais de um século se associava à Comemoração da Restauração da Independência Nacional. 

Sem que ninguém compreenda ainda que benefícios trouxe para Portugal ou para os Portugueses a anulação deste feriado, fica a certeza de que esta decisão tomada pelo XIX Governo Constitucional, coincide com o fim efectivo da nossa soberania e, por extensão, com uma real e efectiva (e possivelmente inultrapassável) perda da independência Nacional. 

Dirão alguns que esta Europa Federal não põe realmente em causa a independência de Portugal. Mas como, se os poderes legislativo, judicial, económico e fiscal passam a depender de ordens estrangeiras?... 

A Europa Federal em que nos colocaram, chefiada pela Alemanha, representa, de facto, o fim da nossa soberania e, por extensão, transforma o País numa espécie de protectorado temporário que, no mínimo, suspende a nossa independência. 
Sem soberania, sem independência e sem perspectivas de futuro, fará sentido continuar a comemorar o dia 1 de Dezembro de 1640? Certamente que não. Seria até uma afronta à memória dos Portugueses que em 1640 tiveram a coragem para se libertar do jugo Espanhol continuarmos como se tudo estivesse como dantes. Porque a nossa realidade actual não é como dantes.  

 De qualquer forma, até a História nos mostra que é em momentos como estes que os Portugueses se organizam e que tomam em mãos os seus destinos. Será que o fim do feriado de 1 de Dezembro dará origem a nova data para comemorarmos a restauração da nossa Independência Nacional?

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publicado às 11:35

A Basílica a Estrela - Convento do Santíssimo Coração de Jesus

por cascalenses, em 28.11.13



Por João Aníbal Henriques


Construída na sequência de um voto formulado pela Princesa Dona Maria (futura Rainha Dona Maria I) de que ergueria uma igreja e um convento no caso de conseguir ter um filho primogénito varão, a basílica da Estrela, também conhecida poe ‘Real Basílica’ ou ‘Convento do Santíssimo Coração de Jesus’ é um dos mais expressivos e impactantes monumentos da Cidade de Lisboa.


Com traço do Arquitecto Mateus Vicente de Oliveira, o templo era um misto de residência real, onde a rainha Dona Mara se recolhia envolvida em pompa e em fausto que contrastava com a natureza conventual que lhe havida dado forma, a Basílica da Estrela foi a primeira igreja do Mundo dedicada ao Sagrado Coração de Jesus, tendo servido como convento Carmelita até à extinção das Ordens Religiosas, em 1834.





O carácter único do espaço, bem expresso neste misto de palácio e convento, que ainda hoje é visível no contraste profundo entre a pobreza assumida que existia nas celas clausurais e a ostentação das zonas reservadas ao uso da rainha, consolida-se com a existência no seu interior do mausoléu que alberga os restos mortais da própria Dona Maria. A rainha é, aliás, a única monarca da Dinastia de Bragança que não está sepultada no Panteão Nacional, descansando na Estrela pela sua expressa vontade.





A cerimónia de consagração da basílica, ocorrida em 1799, foi marcada pela presença das mais importantes figuras e famílias do Reino, tendo ficado eternizada nas memórias de muitos daqueles que tivera a oportunidade de estar presentes.


Uma das mais interessantes versões desta cerimónia, em linha com a vontade da rainha de recentrar na Estrela o culto Católico em Lisboa, encontra-se nas memórias da Marquesa de Alorna, da Família Távora, que descreve com rigor o ambiente de fausto que se viveu nesse dia.






Para além da monumentalidade do edifício, e das especificidades arquitectónicas, existe ainda outros motivos de interesse que reforça a premência de uma visita: o Presépio de Machado de Castro e o pequeno terraço situado no topo do torreão, do qual se desfruta de uma das mais extraordinárias (e menos conhecidas) vistas da Cidade de Lisboa. 


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publicado às 16:46


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